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O Que é o Evangelho?

Quarta, 14 Agosto 2013 14:37

Entrevista: Sâmua Camargo

“Em todo tempo eu louvarei ao Senhor; sempre estará nos meus lábios o Seu louvor;"

Fala galera, beleza? Quanto tempo hein? Mas estamos de volta e com uma suuuuuuuper entrevista. Este final de semana, tivemos o tão esperado e abençoado UMP Louvai – Louv’Art. Tivemos o privilégio de ouvir e ver os talentos de muitos que são usados por Deus por meio dos seus dons. Pois bem, nossa entrevistada deste mês é a nossa queridíssima Sãmua, integrante do Celebrai. Ela conversou com a gente e foi muito bom compartilhar aquilo que Deus tem feito na vida dela: Cantar e por meio dele Louvar ao nosso SENHOR!

Bora ler!?

L: O que o louvor significa na sua vida?

S: Bom, o louvor é o modo como a gente tem de se achegar a Deus, de mostrar realmente nosso coração, estar mais perto de Deus. A música ajuda muito a estar mais próximo de Deus, é umas das maneiras como Deus pede pra que a gente louve a Ele. Eu entrei no louvor com o fim de adorar a Deus e de conduzir a igreja à adoração também.

L: Você se lembra como Deus a chamou para o Ministério de Louvor?

S: Bom, eu sempre gostei de cantar, e há um tempo uma amiga me pediu, falou que queria entrar no louvor e me convidou para entrar junto, uma amiga chamada Leocadia (rsrsrs), nós entramos juntas no louvor. Uma ajudou a outra a criar coragem para isso e crescemos muito desde então.

L: Como você descobriu o seu dom?

S: Eu sempre gostei de cantar, as pessoas diziam que eu era afinada; agora o dom eu ainda estou trabalhando, estou fazendo aula para aprender mesmo. Depois de mais de um ano de aula eu vejo que estou muito melhor do que quando eu comecei. Mas eu acredito que o dom é o que foi dito no UMP Louvai, não é só você ter um dom (nascer com ele), tem que trabalhar e fazer o seu melhor. É estudar, aprender, no meu caso é aprender a estudar música, não só técnica vocal, tenho que estudar musica, como diz o Lucas (Lucão) tenho que ouvir música instrumental, para entender música. O dom é você ter uma facilidade para aquilo, mas junto você tem que ter muito trabalho e estudar mesmo, para poder dar o seu melhor, que é isso que Deus quer, não quer o trabalho “meio a boca” ou mal feito, Ele quer um trabalho com o seu melhor e para dar o seu melhor precisa de trabalho e estudo.

L: Você sente que sua vida é usada por Deus, a partir do momento que você aceitou usar este dom? Você sente ser usada por Ele para abençoar outras vidas?

S: Eu acredito que sim, eu tenho muito ainda para aprender para poder ser mais usada; a música chega muito fácil para as pessoas e a mensagem quando transmitida dentro da Palavra por meio da música ela chega mais fácil, as pessoas aprendem mais até de Deus por conta da música e gravam os preceitos de Deus.

Que nosso Senhor, nos capacite a usar  nossos dons para honra e glória dEle somente, e que possamos sempre nos empenhar a desenvolver estes dons. Toda honra e glória sejam dadas ao nosso Rei, Senhor Jesus Cristo. Tenham uma ótima semana, pessoas!!!

Bjotchau

Repórter UMP
Leocadia Moreira

A principal missão da igreja não é missões, mas adoração. O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Mas o que é adoração? Jesus disse para a mulher samaritana que o que adoração não é: Em primeiro lugar, a adoração não é centrada em lugares sagrados (Jo 4:20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador. Em segundo lugar, a adoração não pode ser sem entendimento (Jo 4:22). Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão. Em terceiro lugar, a adoração não pode ser descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4:25-26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro. O culto não é para agradar os homens. A música não é para entreter. A verdadeira música vem do céu e é endereçada ao céu (Sl 40:3). Jesus diz, também, para a mulher samaritana o que a adoração é: Em primeiro lugar, a adoração precisa ser bíblica (Jo 4:24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa, ele busca a verdade no íntimo. Em segundo lugar, a adoração precisa ser sincera (Jo 4:24). Ela precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, chocho, sem vida.

Em face da exposição de Jesus sobre este magno assunto, podemos extrair alguns princípios bíblicos que devem nortear a vida do adorador.

1. O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração – Deus não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade. A prática da adoração está enraizada na vida do adorador. A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador. Deus rejeitou Caim antes de rejeitar sua oferta. Se a vida não estiver certa com Deus, o culto será uma ofensa a Deus (Pv 15:8). E.M.Bounds disse: “Nós estamos procurando melhores métodos; Deus, porém, está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, unge homens.”

2. O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus - O profeta Isaías levantou a sua voz em nome de Deus e disse: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Davi compreendeu que Deus procura a verdade no íntimo. Hofni e Finéias trouxeram a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, para o acampamento e o povo foi derrotado, porque estavam vivendo em pecado. A Palavra de Deus diz: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, com ribeiro perene” (Am 5:21-24).

3. O adorador precisa entender que um culto divorciado da vida cotidiana não agrada a Deus - Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual. O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de cântico que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Rm 12:1). O profeta Jeremias denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto, na liturgia (Jr 7:1-15).

4. O adorador precisa entender que se Deus não for honrado no culto, ele é tempo perdido - O profeta Malaquias fala dos sacerdotes que não honravam a Deus. Eles desprezavam o culto. Eles não ofereciam o seu melhor. Eles faziam a obra do Senhor relaxadamente. Deus os aconselhou no a apagarem o fogo do altar e a fecharem a porta da igreja. Estavam perdendo tempo. A quem estamos honrando quando cultuamos: a nós mesmos ou a Deus?

5. O adorador precisa ter luz na mente e fogo no coração - O adorador é uma pessoa que arde no altar. Ele está iluminado pela verdade e inflamado de zelo pelo Senhor. Ele está face a face com Deus. Ele está diante da shekiná de Deus. Ele lida com o sublime. Adoração sem paixão, sem calor, sem entusiasmo não é adoração. Estar diante de Deus sem profundo senso de quebrantamento e admiração é uma impossibilidade. O adorador vem do santos dos santos para a presença do povo. Seu rosto deve resplandecer. Sua alma deve estar em chamas. Seu louvor deve ser um aroma suave.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Quarta, 10 Julho 2013 16:00

A verdadeira arte cristã

O artista cristão deve ter sempre em mente a lei do amor em um mundo imerso na destruição. (Francis Schaeffer)

 A verdadeira arte cristã,

Olá, pessoal... tudo certinho? Nos dias 5 e 6 de julho aconteceu o I Encontro sobre Arte Cristã na IPSA e olha, foi uma verdadeira benção! Ouvimos um pouco sobre arte e evangelismo com a atriz Verônica Nobili e entendemos o que é verdadeiramente a arte cristã e como fazer para colocá-la em prática no nosso dia com nosso querido músico Sérgio Pereira.

Vimos que podemos ampliar o foco trabalhado na igreja, não precisamos nos limitar apenas à musica, pois afinal, existem muitas outras maneiras de levar a arte cristã, como o artesanato, a fotografia, o teatro, enfim... Deus pode usar cada um desses meios de arte para transmitir a sua palavra e alcançar pessoas em vários lugares do mundo. Sem contar que podemos usar nossos dons artísticos ajudando as pessoas ao nosso redor com aulas de música, alfabetização, leitura e etc. Este também é um papel nosso como verdadeiros cristãos.

No entanto, é importante entender que a única maneira de manter Deus no centro de toda e qualquer arte é ter nela a essência da adoração, isto é, a satisfação profunda e sincera no Senhor, pois só assim podemos levar Cristo em qualquer coisa que façamos.

Fiquem na paz do Senhor e aproveitem o mês de férias para viajar com a família, tomar um solzinho… rs! Em agosto estaremos de volta com nossos conteúdos e programaçōes!

Até mais, galera!

Stephanie Jardim
Jopista UMP

Quarta, 03 Julho 2013 11:23

Por que não abraço a Espiritualidade

Existe em todo mundo um movimento entre católicos e protestantes que visa resgatar a mística medieval, especialmente as práticas e as disciplinas espirituais dos cristãos da Idade Média como modelo para uma nova espiritualidade hoje, em reação à frieza, carnalidade e mundanismo da cristandade moderna. Esse movimento é geralmente conhecido como “espiritualidade” e tem atraído não poucos líderes católicos e protestantes. Apesar do nome, é bom lembrar que existem importantes diferenças entre esse movimento e a busca tradicional de uma vida espiritual mais profunda por parte do Cristianismo histórico.

Que esse movimento tenha adeptos entre os católicos, não é de admirar, pois é entre eles que está a sua origem e se encontram seus ícones. O que espanta é sua presença entre os protestantes, e mesmo aqueles de convicções mais conservadoras.

Eu até entendo o motivo pelo qual o movimento de espiritualidade tem conseguido atrair pastores e líderes das igrejas históricas e conservadoras em nosso país. Primeiro, porque existe uma decepção justificada da parte desses líderes diante da falta das práticas devocionais em boa parte dos que são teologicamente mais conservadores. Infelizmente, os quartéis conservadores abrigam pastores assim, que não oram, não jejuam, não gastam tempo lendo a Palavra e meditando nela, buscando uma comunhão mais profunda com Deus e a plenitude do seu Espírito Santo.

Ainda hoje estava falando com outro colega pastor que se queixava de colegas de ministério que ficam na cama até perto do meio dia, que gastam a maior parte do tempo na internet, que não trabalham, não evangelizam, não gastam tempo com Deus e com o rebanho, e que vão levando o ministério nessa farsa. Não é de espantar que suas igrejas sejam minúsculas, problemáticas e que eles não se demorem muito tempo em um mesmo local. E que, quando saem, deixam atrás de si um rastro de destruição, confusão, insatisfação e problemas não resolvidos. É lógico que esses não representam a totalidade dos pastores conservadores, e muito menos a teologia reformada, que tradicionalmente sempre valorizou a vida de piedade ao lado do cultivo intelectual da mente. Todavia, o fato de que permanecem anos a fio em seus presbitérios e convenções, enterrando igrejas, criando problemas, sem que sejam questionados ou confrontados, dá aos demais conservadores ares de cumplicidade e abre portas para que movimentos como esse da espiritualidade encontre mentes e corações ávidos, cansados da frieza, carnalidade e politicagem que encontram entre os conservadores.

Segundo, existe no próprio meio conservador um desencanto com a piedade pentecostal que já teve melhores dias entre nós. Muitos pastores conservadores que um dia se sentiram atraídos pelas ofertas do pentecostalismo, de batismo com o Espírito Santo, falar em línguas, sonhos e visões, profecias, sinais e prodígios, têm recuado diante da aparente superficialidade e da ênfase desmedida nas experiências, que são características desse movimento. Eles querem uma piedade mais solidamente enraizada nas Escrituras e que ofereça alguma salvaguarda para os exageros, falsificações e eventuais interferências humanas nas experiências. É quando surge o movimento de espiritualidade, que se distancia do pentecostalismo em vários aspectos e promete aquilo que todos desejam, uma proximidade com Deus nunca dantes experimentada mediante as práticas devocionais, sem os abusos da experiência pentecostal.

Outro atrativo no movimento é que ele se reveste de um misticismo que apela profundamente às almas que por natureza são mais piedosas e religiosas, as quais também se encontram dentro dos limites da tradição mais conservadora. Para tais pessoas, a idéia de se gastar tempo em silêncio contemplando o divino, ouvindo a voz de Deus, penetrando os tabernáculos celestes, tocando nas vestes de Cristo, mortificando a carne e suas paixões mediante o jejum e abstinência de alguns confortos terrenos e físicos, é um atrativo poderoso, como sempre foi através da história da Igreja.

Eu confesso, todavia, que nunca me senti realmente atraído por esse tipo de espiritualidade. Não gostaria de pensar que isso é porque eu sou um daqueles pastores frios e sem o Espírito Santo que mencionei em algum parágrafo acima. Há quem concorda totalmente com essa avaliação a meu respeito. Mas, deixarei nas mãos de Deus o veredicto sobre isso. Conscientemente, não me sinto interessado nessa espiritualidade, acima de tudo, pelo fato de que ela é defendido por padres e leigos católicos e que, entre os protestantes, ganhou muitos adeptos e defensores da parte dos liberais. Desconfio de tudo que os liberais apóiam e defendem.

Não estou dizendo que todos os protestantes que adotaram ou aderiram ao movimento de espiritualidade são liberais. Conheço uma meia dúzia que não é. Deve haver muitos outros. O que estou dizendo é que, para mim, é no mínimo intrigante que os liberais, que sempre se disseram progressistas e amantes do novo, defendam com tanto interesse um modelo de espiritualidade que tem como ícones monges e freiras católicos da Idade Média e o tipo de práticas espirituais deles.

Não discordo de tudo que os defensores da espiritualidade pregam. Quebrantamento, despojamento, mortificação, humildade, amor ao próximo são conceitos bíblicos. E encontramos vários desses conceitos defendidos pelos seguidores da espiritualidade. Meu problema não é tanto o que eles dizem – embora eu pudesse apontar um ou outro ponto de discordância conceitual, mas o que eles não dizem ou dizem muito baixinho, a ponto de se perder no cipoal de outros conceitos.

Sinto falta, por exemplo, de uma ênfase na justificação pela fé em Cristo, pela graça, sem as obras ou méritos humanos, como raiz da espiritualidade. Uma espiritualidade que não se baseia na justificação pela fé e que nasce dela está fadada a virar, em algum momento, uma tentativa de justificação pela espiritualidade ou piedade pessoal. Não estou dizendo que os defensores da espiritualidade negam a justificação pela fé somente – talvez os defensores católicos o façam, pois a doutrina católica de fato anatematiza quem defende a salvação pela fé somente. O que estou dizendo é que não encontro essa ênfase à justificação pela fé em Cristo nos escritos que defendem a espiritualidade.

Sinto falta, igualmente, de uma declaração mais aberta e explícita que a espiritualidade começa com a regeneração, o novo nascimento, e que somente pessoas que nasceram de novo e foram regeneradas pelo Espírito Santo de Deus, que são uma nova criatura, um novo homem, é que podem realmente se santificar, crescer espiritualmente e ter comunhão íntima com Deus. A ausência da doutrina da regeneração no movimento pode dar a impressão de que por detrás de tudo está a idéia de que a religiosa natural, inata, do ser humano, por causa da imago dei, é suficiente para uma aproximação espiritual em relação a Deus mediante o emprego das práticas devocionais.

O caráter progressivo na santificação também está faltando na pregação do movimento. Quando não mantemos em mente o fato de que a santificação é imperfeita nesse mundo, que nunca ficaremos aqui totalmente livres da nossa natureza pecaminosa e de seus efeitos, facilmente podemos nos inclinar para o perfeccionismo, que ao fim traz arrogância ou frustração.


Também gostaria de ver mais claramente explicado o que significa imitar a Jesus como uma das características da vida cristã. Pois, até onde sei, Jesus não era cristão. A religião dele era totalmente diferente da nossa. Nós somos pecadores. Jesus não era. Logo, ele não se arrependia, não pedia perdão, não mortificava uma natureza pecaminosa, não lamentava e chorava por seus pecados. Ele não orava em nome de alguém e nem precisava de um mediador entre ele e Deus. Ele não tinha consciência de pecado e nem sentia culpa – a não ser quando levou sobre si nossos pecados na cruz. Ele não precisava ser justificado de seus pecados e nem experimentava o processo crescente e contínuo de santificação. A religião de Jesus era a religião do Éden, a religião de Adão e Eva antes de pecarem. Somente eles viveram essa religião. Nós somos cristãos. Eles nunca foram. Jesus nunca foi. Como, portanto, vou imitá-lo nesse sentido?

É esse tipo de definição e esclarecimento que sinto falta na literatura da espiritualidade, que constantemente se refere à imitação de Cristo sem maiores qualificações. Quando vemos Jesus somente como exemplo a ser seguido, podemos perdê-lo de vista como nosso Senhor e Salvador. Quando o Novo Testamento fala em imitarmos a Cristo, é sempre em sua disposição de renunciar a si mesmo para fazer a vontade de Deus, sofrendo mansamente as contradições (Filipenses 2:5; 1Pedro 2:21). Mas nunca em imitarmos a Jesus como cristão, em suas práticas devocionais e na sua espiritualidade.

Faltam ainda outras definições em pontos cruciais. Por exemplo, o que realmente significa “ouvir a voz de Deus”, algo que aparece constantemente no discurso dos defensores da espiritualidade? Quando fico em silêncio, meditando nas Escrituras, aberto para Deus, o que de fato estou esperando? Ouvir a voz de Deus com esses ouvidos que um dia a terra há de comer? Ouvir uma voz interior, como os Quackers? Sentir uma presença espiritual poderosa, definida, que afeta inclusive meu corpo, com tremores, arrepios? Ver uma luz interior, ou até mesmo ter uma visão do Cristo glorificado e manter diálogos com ele, como Teresa D’Ávila, Inácio de Loyola, a freira Hildegard e mais recentemente Benny Hinn? Ou talvez essa indefinição do que seja “ouvir a voz de Deus” seja intencional, visto que a indefinição abriga todas as coisas mencionadas acima e outras mais, unindo por essas experiências vagas pessoas das mais diferentes persuasões doutrinárias e teológicas, como católicos e evangélicos, conservadores e liberais?

Por fim, entendo que biblicamente os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo comunica à sua Igreja os benefícios de sua mediação, de seu sacrifício e de sua ressurreição, são a Palavra, os sacramentos e a oração. Outros meios, como, silêncio, meditação, contemplação, isolamento, mortificação asceta do corpo, não são reconhecidos como meios de graça, embora possam ter algum valor temporal acessório às ordenanças de Cristo. Como ensinou Paulo, seguir uma lista daquilo que podemos ou não podemos manusear, tocar e provar tem “aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não tem valor algum contra a sensualidade” (Col 2:20-23).

Por todos esses motivos acima, nunca realmente me senti interessado na espiritualidade proposta por esse movimento. Parece-me uma tentativa de elevação espiritual sem a teologia bíblica, uma tentativa de buscar a Deus por parte de quem já desistiu da doutrina cristã, das verdades formuladas nas Escrituras de maneira proposicional. Prefiro a espiritualidade evangélica tradicional, centrada na justificação pela fé, que enfatiza a graça de Deus recebida mediante a Palavra, os sacramentos e a oração e que vê a santidade como um processo inacabado nesse mundo, embora tendo como alvo a perfeição final.

Franklin Ferreira, conversando comigo sobre esse assunto, escreveu o que se segue, que reproduzo literalmente por retratar de forma sintética e profunda o que considero o principal problema com a espiritualidade defendida pelo movimento que leva esse nome:

Acho que você conhece a distinção que Lutero fez entre a "teologia da glória" e a teologia da cruz". Muito do movimento de espiritualidade moderno cai, justamente, no que Lutero chamou de "teologia da glória", a tentativa de chegar a Deus de forma imediata, ou por meio de legalismo (mortificação, flagelação da carne, etc.), especulação teológica (como no liberalismo de Tillich ou no misticismo (as escadas da ascensão da alma para o céu, com a necessária purgação, mortificação e iluminação). Note que nessas três escadas, o que se fala é da união da alma de forma imediata com Deus, sem a mediação de Cristo crucificado. Para Lutero, o fiel só encontra Deus não nas manifestações de poder que supostamente cercam as três escadas, mas em fraqueza, na cruz, pois por meio dela somos justificados.
Enfim. Deus me guarde de ir contra a busca de uma vida cristã superior, de desenvolver a vida interior. Que Ele igualmente me guarde de qualquer tentativa de alcançar isso que não esteja solidamente embasada em Sua Palavra.


Por Augustus Nicodemus Lopes
Quarta, 26 Junho 2013 11:36

Aliança...

Saudações amados leitores do JOPS! Estamos animados nesse começo de inverno, alguns porque labutaram o semestre todo na faculdade e já estão de olho nas férias, e outros só porque está começando a temporada de fondue... Depois de manifestações, frio, chuva e redução da passagem na semana que passou, desaceleramos da agitação cotidiana no último sábado e pudemos curtir mais um OPS (agora transmitido ao vivo, vide página no facebook), onde ouvimos um pouco sobre família e casamento à luz da Palavra.

Nosso diálogo começou por Gênesis, com a exposição, pelo nosso preletor convidado Rev. Fernando da IP Betel, da posição definida por Deus na criação para o homem e para a mulher e da relação inicial entre o homem e Deus. Seguimos o diálogo com uma apresentação das relações e posições que foram distorcidas após a queda do homem, e como a redenção em Cristo nos chama à conformidade com os padrões de relação que foram definidos pelo Pai no princípio.

O Rev. Fernando também nos falou da importância da relação com os membros da família, já que nossas relações com nossos irmãos é reflexo da nossa relação com nosso Pai. Não podemos ter uma relação saudável com Deus tendo uma relação frágil com aqueles que estão mais próximos de nós. Amando a Cristo e o seguindo, seguimos também seus ensinos que nos levam ao padrão de relação familiar instituído por Deus.

Amados, fico esperançoso para que cada vez mais nos conformemos com o padrão bíblico de relacionamento e surjam famílias, segundo a vontade do Pai, em nosso meio. Grande ósculo a todos!

PS: Congratulações públicas à nova família que se inicia com o Guilherme e a Milena!

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” (Ef 5:1-2)

Ícaro Santos
Jopista UMP

Quarta, 19 Junho 2013 11:17

A família - Hernandes Dias Lopes

Vídeo por Hernandes Dias Lopes

Quarta, 12 Junho 2013 15:13

Entrevista: Nelson Ferreira

Jovens! O nosso convidado de hoje é muito especial. E o assunto também é de tamanha importância para todos nós, cristãos. O seminarista, pai, amigo, Nelson Ferreira (hihihi) falará um poquinho sobre oração. 

 

Prepare-se para ler. =)  

 

A: Qual a importância da oração na sua vida?

N: A oração na minha vida é de importância vital, é o que me mantém de pé. Espiritualmente falando, a oração e a leitura da Palavra nos fortalecem para enfrentarmos as lutas e desafios da vida.

 

A: Em que momento você intensifica mais suas orações (Tribulações, alegria...)?

N: Geralmente eu oro mais intensamente quando estou passando por aflições. É o que a bíblia chama de clamor. O clamor é uma oração que sai do fundo da alma, é como se fosse um grito por socorro. Davi, no Salmo 18.6 diz: “Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus...” Gosto muito desse Salmo, é um dos meus preferidos porque retrata a oração de um crente estando em profunda angústia, mas também demonstra o resultado Do seu clamor: “Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos”. Assim, quando oro, tenho certeza de que Deus está me ouvindo.

 

A: Segundo 1 Ts 5.17, o que você entende por orar sem cessar?

N: Essa é uma boa pergunta, exige também uma boa reflexão... Veja bem. Sabemos que Paulo, aí mesmo em 1 Tessalonicenses, diz que orava “dia  e noite” (3.10). E também trabalhava “noite e dia” (2.9). É claro que Paulo usa aqui uma figura de linguagem. Ele também tinha seu tempo de sono, suas horas de descanso e outras ocupações. Então, podemos entender que Paulo está nos exortando a termos constância na prática da oração, isto é, a vida inteira caracterizada pela procura deliberada das coisas de Deus, é manter os pensamentos sempre em Deus e se dirigindo a ele em toda e qualquer situação.

 

A: Quais são suas maiores dificuldades na hora da oração?

N: São muitas, porque de acordo com Gálatas 5:17, a carne milita contra o Espírito, assim, além da indisposição e a preguiça, tem também o cansaço, o sono e tantos outros fatores. Vencidos estes obstáculos, há ainda a luta para manter-me concentrado para que minha mente não se distraia. A oração para mim é uma verdadeira batalha espiritual.

 

A: O que você diria a um jovem que tem dificuldade de orar?

N: Como eu já mencionei acima, todos nós temos dificuldade em orar por causa da nossa natureza pecaminosa, mas eu diria a esse jovem que ele deve orar mesmo sem estar com vontade, mesmo indisposto, mesmo com preguiça. A oração é um exercício e uma prática. É como nos exercícios físicos, o caminho até os resultados são árduos, mas quando alcançados são prazerosos. Assim é com a oração, é como disse Paulo ao jovem pastor Timóteo (4:8) “Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”.

 

E aí, você ora? A oração é essencial para vida do cristão, é o nosso alimento. Busque a Deus, enquanto se pode achar.

Beijo e queijo ;)

Acsa Ferreira
Repórter UMP

Quarta, 05 Junho 2013 14:44

O relacionamento entre pais e filhos

Quando o apóstolo Paulo escreveu sua carta aos Efésios, ordenando aos pais: “e vós pais, não provoqueis vossos filhos à ira” (Ef 6:4) estava em vigência no Império Romano o regimedo páter potestas. O pai tinha o direito absoluto sobre os filhos: podia casá-los, divorciá-los, escravizá-los, vendê-los, rejeitá-los, prendê-los e até matá-los. Hoje, vivemos o reverso daquela triste situação. Nos idos de 1960, surgiu com a revolução hippie a aversão a toda instituição e autoridade. A família foi profundamente afetada. A autoridade dos pais foi questionada, abusada e repudiada.

Precisamos buscar a verdade para estabelecermos relacionamentos saudáveisentre pais e filhos e essa verdade está nas Escrituras. O apóstolo Paulo fala de duas coisas:

O dever dos filhos com os pais (Efésios 6:1-3)
Há três motivos pelos quais os filhos devem obedecer aos pais:
1) A natureza (v. 1) – A obediência dos filhos aos pais é uma lei da própria natureza, é o comportamento padrão de toda a sociedade. Os moralistas pagãos, os filósofos estóicos, a cultura oriental, as grandes religiões também defendem essa bandeira. Por isso, a desobediência aospais é um sinal de decadência da sociedade (Rm 1:28-30; 2 Tm 3:1-3).

2) A lei (v. 2-3) – Honrar pai e mãe é mais do que obedecer. Os filhos devem prestar não apenas obediência, como também devotar amor, respeito e cuidado pelos pais. Honrar pai e mãe é honrar ao próprio Deus; de igual modo, resistir a autoridade dos pais é resistir a autoridade do próprio Deus. Honrar pai e mãe traz benefícios preciosos como prosperidade e longevidade. Muito sofrimento, muitas lágrimas, muitas decisões precipitadas e casamentos infelizes não teriam acontecido se os filhos obedecessem aos seus pais.

3) O evangelho (v. 1) – Os filhos devem obedecer aos seus pais no Senhor. Os filhos devem obedecer aos seus pais porque são servos de Cristo. Eles obedecem aospais porque isso é agradável ao Senhor. O dever dos pais com os filhos (Efésios 6:4). O apóstolo Paulo exorta os pais não a exercer a sua autoridade, mas a contê-la. Mediante o pátria potestas o pai tinha todo o poder e podia castigar os filhos e abusar deles, exorbitando, assim, em sua função. Paulo, porém, ensina que o pai cristão deve imitar outro modelo. A paternidade é derivada de Deus (Ef 3:14-15; 4:6). Os pais humanos devem cuidar dos seus filhos como Deus Pai cuida da sua família. Paulo trata doassunto, de dois modos:

Uma exortação negativa (v. 4) – “… e vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira”. Os pais, no exercício da sua autoridade, podem exorbitar em sua função e abusar de seus filhos. Tanto o excesso como a ausência de autoridade provoca ira nos filhos e também gera neles desânimo (Cl 3:20). Os pais podem provocar a ira dos filhos quando:
a) por excesso de proteção – encarando-os sempre como crianças que precisam de cuidado e proteção; 
b) por favoritismo – Isaque e Rebeca cometeram esse grave erro. Isaque amava mais Esaú, enquanto Rebeca tinha preferência por Jacó. Assim, os pais jogaram um filho contra o outro; 
c) por desestímulo – há pais que nunca estão satisfeitos com os filhos. Cobram muito, mas não elogiam nada. Não dosam disciplina com encorajamento. Os filhos nunca conseguem atingir a expectativa dos pais; 
d) por não reconhecer a diferença dos filhos – não há nada mais perigoso do que comparar um filho com outro. Se eles são peculiares não podem ser medidos pelo mesmo padrão. Eles têm personalidade, temperamento e habilidades diferentes. Muitos pais agridem os filhos querendo determinar para eles a escolha profissional e até mesmo o cônjuge; 
e) por falta de diálogo – os pais irritam os filhos quando se trancam atrás dos muros do silêncio e fecham os canais de comunicação com eles. Davi chorou a morte de Absalão, mas não conversou com ele quando estava vivo; 
f) por meio de palavras ásperas ou agressão física – os filhos ficam desanimados quando são castigados por motivos fúteis e por destempero emocional dos pais.

4) Exortações positivas (v. 4) – Os pais devem “criar os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor”. A palavra criar significa nutrir, alimentar. Calvino traduziu essa expressão como “sejam acalentados com afeição”. Os filhos precisam de segurança, limites, amor e encorajamento. Os pais precisam, também, treinar os filhos através da disciplina. A palavra Paidéia significa treinar através da disciplina. Outrossim, os pais precisam encorajar os filhos através da palavra. A palavra admoestação, nouthesia, significa educação verbal. É advertir e também estimular. Finalmente, os pais são responsáveis pela educação cristã dos filhos. A expressão “no Senhor” revela que o responsável pela educação dos filhos não é a escola nem mesmo a igreja, mas os próprios pais. A preocupação básica dos pais não é apenas que seus filhos se lhes submetam, mas que cheguem a conhecer e obedecer ao Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes.
Quarta, 29 Maio 2013 17:01

Entrevista: Denise Rodrigues

 

Olá amigos! Depois de algum tempo sem entrevista, estamos de voltaaa, com a nova cara, JUMP, uma estrutura legal, fácil de ler e prática! Lembrando que o tema desse mês é “Sabedoria”. Entrevistamos uma pessoinha muito gente boa que contará um pouco sobre isso. Denise é a nossa convidada! Êh!

 

Tema: Sabedoria

  

Quantas vezes você já precisou de sabedoria?

Sabedoria é ter prudência, escutar o ensinamento do Senhor e temê-lo. Preciso da sabedoria todos os dias para obedecer a Deus, na falta dela a queda é inevitável.

 

Você acha que quem tem sabedoria adquire sucesso?

Primeiro temos que definir o que é sucesso, se for o sucesso do mundo, ser um destaque na sociedade, a resposta é não. Para nós jovens adultos comprar o apartamento, estar formado e ter um bom salário parece ser sinal de êxito, mas não será se a glória de Deus não for o fim de tudo isso. Sucesso para o cristão é glorificar a Deus através da obediência.

 

O que precisa ser feito para ter sabedoria?

Provérbios 2:6 diz que é o Senhor que dá a sabedoria. E como sabemos o que Deus quer nos ensinar? Lendo a Bíblia. Não adianta ter acesso a excelentes pregadores sem o estudo pessoal da palavra de Deus, porque não somos chamados para sermos espectadores da Palavra e sim examinadores.

 

Qual é o preço que precisa ser pago para ter sabedoria?

Esvaziar-se de si mesmo e deixar que Cristo viva em nós.

 

Salomão foi o autor inspirado por Deus pelo livro de Provérbios. O que se pode aprender com este livro?

O livro traz uma série de instruções para uma vida correta, porém estas instruções só podem ser seguidas se tememos a Deus. É pela Sabedoria vinda do Senhor, por meio da salvação, que podemos obedecer os seus mandamentos e ter uma vida plena.

"Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará. Provérbios 3:23"

 

É pessoal, é um exercício que precisa ser praticado. Como diz em Tiago 1:5, se falta sabedoria, peça pra Deus, que Ele dá de graça! Não vamos fazer decisões sem antes consultar ao nosso maior conselheiro, peça sabedoria e Ele te dará, blz? 

Por Acsa Ferreira
Repórter UMP

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